O futuro do varejo de construção: tendências e desafios estratégicos para 2026

post_29-01-26

O mercado de material de construção atravessa uma fase de transição estrutural. Em 2026, a competitividade das lojas não está mais centrada apenas na disponibilidade de estoque, mas na integração de tecnologia, novos métodos construtivos e exigências ambientais. Para o lojista que busca expansão, compreender estas forças é vital para a manutenção da relevância no setor.

1. A CONSOLIDAÇÃO DA CONSTRUÇÃO INDUSTRIALIZADA

A construção industrializada deixa de ser uma tendência de vanguarda para se tornar a solução para o déficit habitacional e a escassez de mão de obra qualificada. Métodos como o Light Steel Frame e a Construção Modular apresentam um crescimento acelerado devido à previsibilidade de custos e redução de prazos em até 50%.

  • Impacto no Varejo: Lojas que não adaptarem seu mix para sistemas a seco e componentes modulares perderão espaço para fornecedores diretos. Segundo dados da FGV IBRE, a produtividade no setor de construção civil é um dos maiores gargalos do país, e a industrialização é a resposta direta para este desafio, elevando o ticket médio das vendas no varejo especializado.

2. DIGITALIZAÇÃO DO PDV E INTELIGÊNCIA DE DADOS

O comportamento do consumidor em 2026 é híbrido. A jornada de compra inicia-se no digital e culmina em uma experiência técnica no ponto de venda físico. A gestão de estoque baseada em “feeling” foi substituída pela análise preditiva.

  • Dados e Performance: Relatórios da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o investimento em digitalização e IA pelas empresas brasileiras visa, primordialmente, a redução de custos operacionais e a eficiência logística. No varejo de construção, isso se traduz em um giro de estoque mais rápido e na redução de capital imobilizado em produtos de baixa saída.

3. SUSTENTABILIDADE E GOVERNANÇA (ESG) NO SETOR

A sustentabilidade em 2026 é um requisito de conformidade. O setor de construção é responsável por cerca de 37% das emissões globais de CO2​, conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Isso gerou uma pressão regulatória sem precedentes sobre a cadeia de suprimentos.

  • Certificações e Crédito: Materiais com selos de baixo carbono e soluções de economia circular são hoje pré-requisitos para que as construtoras e consumidores finais acessem linhas de financiamento imobiliário verde. O lojista que oferece produtos certificados posiciona-se em um segmento de mercado com maior margem e menor sensibilidade a preço.

SOLUÇÕES DA REDE ATTINI

O cenário de 2026 evidencia que o lojista independente enfrenta barreiras de entrada tecnológicas e logísticas cada vez mais altas. Fazer parte da Rede Attini significa ter acesso à escala de compra, inteligência de mercado e parcerias com fornecedores que detêm as tecnologias mencionadas.

Fontes de Referência:

  • FGV IBRE – Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.
  • CNI – Confederação Nacional da Indústria (Sondagem Especial de Digitalização).
  • PNUMA – Relatório de Status Global de Edificações e Construção.

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