O mercado de material de construção atravessa uma fase de transição estrutural. Em 2026, a competitividade das lojas não está mais centrada apenas na disponibilidade de estoque, mas na integração de tecnologia, novos métodos construtivos e exigências ambientais. Para o lojista que busca expansão, compreender estas forças é vital para a manutenção da relevância no setor.
1. A CONSOLIDAÇÃO DA CONSTRUÇÃO INDUSTRIALIZADA
A construção industrializada deixa de ser uma tendência de vanguarda para se tornar a solução para o déficit habitacional e a escassez de mão de obra qualificada. Métodos como o Light Steel Frame e a Construção Modular apresentam um crescimento acelerado devido à previsibilidade de custos e redução de prazos em até 50%.
- Impacto no Varejo: Lojas que não adaptarem seu mix para sistemas a seco e componentes modulares perderão espaço para fornecedores diretos. Segundo dados da FGV IBRE, a produtividade no setor de construção civil é um dos maiores gargalos do país, e a industrialização é a resposta direta para este desafio, elevando o ticket médio das vendas no varejo especializado.
2. DIGITALIZAÇÃO DO PDV E INTELIGÊNCIA DE DADOS
O comportamento do consumidor em 2026 é híbrido. A jornada de compra inicia-se no digital e culmina em uma experiência técnica no ponto de venda físico. A gestão de estoque baseada em “feeling” foi substituída pela análise preditiva.
- Dados e Performance: Relatórios da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o investimento em digitalização e IA pelas empresas brasileiras visa, primordialmente, a redução de custos operacionais e a eficiência logística. No varejo de construção, isso se traduz em um giro de estoque mais rápido e na redução de capital imobilizado em produtos de baixa saída.
3. SUSTENTABILIDADE E GOVERNANÇA (ESG) NO SETOR
A sustentabilidade em 2026 é um requisito de conformidade. O setor de construção é responsável por cerca de 37% das emissões globais de CO2, conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Isso gerou uma pressão regulatória sem precedentes sobre a cadeia de suprimentos.
- Certificações e Crédito: Materiais com selos de baixo carbono e soluções de economia circular são hoje pré-requisitos para que as construtoras e consumidores finais acessem linhas de financiamento imobiliário verde. O lojista que oferece produtos certificados posiciona-se em um segmento de mercado com maior margem e menor sensibilidade a preço.
SOLUÇÕES DA REDE ATTINI
O cenário de 2026 evidencia que o lojista independente enfrenta barreiras de entrada tecnológicas e logísticas cada vez mais altas. Fazer parte da Rede Attini significa ter acesso à escala de compra, inteligência de mercado e parcerias com fornecedores que detêm as tecnologias mencionadas.
Fontes de Referência:
- FGV IBRE – Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas.
- CNI – Confederação Nacional da Indústria (Sondagem Especial de Digitalização).
- PNUMA – Relatório de Status Global de Edificações e Construção.