O setor de material de construção não para de provar seu valor como motor da economia. Recentemente, a ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção) divulgou dados animadores e projeções que confirmam o potencial de crescimento robusto do segmento, especialmente para quem atua no varejo.
Em 2024, a cadeia da construção civil expandiu notáveis 4,4%, um crescimento que superou o PIB total do Brasil no período, movimentando R$ 318,6 bilhões em vendas de materiais. Estes números consolidam a confiança no mercado e reforçam que o lojista está em um segmento com demanda comprovada.
No entanto, o horizonte de 2026 traz o que pode ser a maior injeção de demanda dos próximos anos: o Programa Reforma Casa Brasil. O Impulso de R$ 12,3 Bilhões no seu Balcão
O novo programa federal prevê a concessão de R$ 40 bilhões em crédito facilitado para reformas habitacionais. A modelagem econométrica realizada para a ABRAMAT é clara: a estimativa é que, desse montante, R$ 12,3 bilhões sejam direcionados especificamente à indústria de materiais de construção, gerando uma demanda substancial e direta nos pontos de venda.
Para o lojista, isso não é apenas uma boa notícia, é um chamado para a preparação estratégica. Em um cenário conservador, esse capital pode impulsionar o crescimento do setor em até 2,9% em 2026. A questão não é se haverá demanda, mas sim quem estará mais preparado para absorvê-la de forma eficiente e lucrativa.
O Alerta da ABRAMAT: Riscos e Estratégia
Apesar do otimismo, a própria ABRAMAT acende um alerta fundamental que deve ser encarado como um risco estratégico pelo lojista:
- Escassez e Custo da Mão de Obra: O custo da mão de obra está em alta, pressionando o mercado formal. O alerta é preciso: “Não adianta a família ter acesso ao crédito para comprar materiais se não conseguir contratar profissionais para executar a obra.”
- Conformidade dos Produtos: É crucial monitorar a qualidade, incentivando o consumo de materiais que façam parte da lista de marcas qualificadas (PSQs).
Estes gargalos apontam para a necessidade de o lojista ir além do simples estoque. A demanda gerada pelo crédito exigirá agilidade na cadeia de suprimentos, produtos de alta conformidade e, idealmente, uma rede de contato com profissionais qualificados.
Como Transformar o Risco em Vantagem Competitiva (e de Rede)
A injeção de R$ 12,3 bilhões é uma oportunidade única de crescimento, mas ela premia a organização e a segurança.
Para capturar essa fatia do mercado, o lojista precisa de uma estrutura que garanta:
- Acesso a Fornecedores Qualificados: Para suprir o pico de demanda com produtos de conformidade e preço competitivo.
- Melhor Margem: Para compensar custos e maximizar o lucro desse volume extra de vendas.
- Suporte Estratégico: Para entender e capitalizar sobre programas governamentais e tendências de mercado, como a busca por materiais certificados.
É nesse ponto que a força de uma grande rede se torna um diferencial insubstituível. Lojistas integrados a uma estrutura robusta ganham poder de negociação, acesso a um mix de produtos mais amplo e estratégico, e know-how para navegar por picos de demanda e exigências de conformidade.
O crescimento do setor está garantido pelos dados e pelas novas políticas. A sua loja estará preparada para o salto?
Fonte: Baseado no estudo “Perfil da Cadeia Produtiva da Construção e da Indústria de Materiais – Edição 2025” e demais destaques divulgados pela ABRAMAT (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção).